Rendimento das famílias sobe mais no Algarve, Madeira e Lisboa
O rendimento por família subiram mais no Algarve, Madeira e Grande Lisboa, conclui o relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre as contas regionais de 2022, que foi publicado esta terça-feira. Mas há ligeiras variações se analisarmos o ganho primário bruto e as retribuições com transferências sociais e já deduzidas de impostos. Este último indicador tem um efeito na redução das assimetrias por via da redistribuição do rendimento, explica o INE.
O Rendimento Primário Bruto (RPB) per capita, que corresponde às retribuições diretas das famílias geradas pela sua participação no processo produtivo e aos ganhos de propriedade, atingiu, no conjunto do Continente, os 15.649 euros por família, em 2022, uma subida de 9% face ao ano anterior. Se aplicarmos a ação redistributiva pelos impostos e adicionarmos outras transferências do Estado, obtemos o Rendimento Disponível Bruto (RDB) anual por família, que foi ligeiramente inferior: 15.539 euros. E corresponde a uma evolução positiva de 8,1%.
Tendo em conta o impacto fiscal e das prestações sociais, estas três regiões são também aquelas que registam um maior crescimento dos rendimentos das famílias mas com algumas nuances. O Algarve continua a liderar o ranking mas com uma variação menor, de 12%, e o rendimento disponível sobe ligeiramente para 19.086 euros face ao ganho bruto total per capita de 18.115 euros.
Em segundo lugar, a Madeira regista uma evolução do rendimento disponível acima da média nacional mas em menor grau, de 10,9%. No entanto, o ganho disponível por agregado familiar é de 15.408 euros.
Na Grande Lisboa, o indicador do rendimento disponível por agregado familiar também continua a ser o terceiro que mais avança: 8,1%, fixando-se o ganho médio anual em 18.638, abaixo da remuneração primária bruta (19.694 euros).
Abaixo da média nacional e entre as regiões que registaram menores ganhos anuais por família, o INE destaca a evolução do rendimento bruto e disponível per capita da zona do Oeste e Vale do Tejo, em que as retribuições subiram 6,3% para 14.682 euros e 6,1% para 14.731 euros, respetivamente. Nos Açores, o ganho bruto por agregado registou a segunda variação mais baixa (6,6%), fixando-se em 15.190 euros e o rendimento disponível, que conta com o efeito redistributivo e as transferências sociais, subiu um pouco mais (7,4%) para 15.409 euros. Segue-se a região Centro cujas retribuições brutas por agregado avançaram 7,4% para 14.067 euros e os ganhos disponíveis subiram ligeiramente mais (7,5%) para 14.760 euros.
Fonte: eco.sapo.pt
(30/12/2024)
